Os Alemães e a Borboleta.

Vicente Clemente

29/08/13 - 21:10

Com prazer recebi seu apoio e o da Associação Cultural Brasil Alemanha para o lançamento de minha obra "Os Alemães e a Borboleta" por ocasião da nossa Deutschesfest a ser realizada em setembro próximo.


Assim, passo a transcrever algo sobre o livro, inclusive um protótipo da capa do mesmo, que serviria para divulgação.


Nossa capa: A imponência da Porta de Brandemburgo, sem a "quadriga Triunfale", que ousei rapta-la, assim como Napoleão Bonaparte o fez em tempos idos e substituindo-a por uma Borboleta com as cores Vermelho/ouro/preta, as mesmas da bandeira alemã, assim homenageando nossos ancestrais imigrantes comuns.


Homenagem - 1858*2008

À imorredoura imagem dos valentes imigrantes alemães, que deixaram sua Pátria, seus amigos, suas famílias, saindo em busca de novos horizontes, até então por demais limitados em sua Terra, enfrentando todas as dificuldades possíveis e inimagináveis, "por mares nunca dantes navegados".


Aos seus descendentes que continuaram sua obra nessas montanhas das Minas Gerais e que nos deixaram exemplos de determinação e persistência no trabalho, união, amor ao próximo, pela índole cristã que trouxeram consigo da Alemanha, dedicamos esta obra, nesse momento histórico em que comemoramos o sesquicentenário da Grande Imigração de 1858, que ocasionou o início do desenvolvimento de Juiz de Fora, com a criação da Colônia alemã D. Pedro II, em nossa cidade.


Trata, a obra, de um resgate da história e estórias dos valentes imigrantes, que há 150 anos deixaram sua Alemanha e em busca de novas oportunidades de vida, para si e suas famílias, embarcaram em frágeis veleiros, "por mares nunca dantes navegados", desde o Porto de Hamburgo, Rio Elba, Mar do Norte, Oceano Atlântico, até ao porto do Rio de Janeiro, no distante e desconhecido Brasil, sua nova Pátria.


Mortes durante a longa travessia, sepultamento nas profundezas do oceano, tempestades, calmarias, água contaminada, quarentena quando da chegada, viagem por terra, do Rio de Janeiro até Juiz de Fora, á pé, os homens e em carroças as mulheres e crianças, nada arrefeceu os ânimos de nossos ancestrais.


A chegada em nossa cidade, a distribuição das terras e o penoso começo, com difícil aprendizado do novo idioma, alimentação e culturas diferentes, aliadas à saudade das montanhas do Tirol e regiões de onde provinham, tudo sob a ótica e "lembranças" do Trineto do imigrante "Clemens".


Fatos acontecidos com nossos ancestrais comuns que ocuparam as terras da antiga Colônia D. Pedro II, em 1858, atuais Bairros São Pedro, Borboleta, Fábrica, Mariano Procópio e Morro da Glória, permeiam nossas lembranças e sentimentos.


A manutenção da cultura, costumes e valores morais transmitidos pelos imigrantes, através de seus filhos, netos, bisnetos...até nossos dias, com entidades fundadas no bairro Borboleta e que ainda hoje nos orgulha com apresentações de danças folclóricas, barracas de guloseimas, choppe e artesanatos, que ano a ano eleva nosso pequenino Bairro Borboleta nas manchetes dos jornais, revistas, rádios e televisões pelo mundo afora.


Enfim, é uma obra escrita com rara emoção, por um descendente desses heróicos imigrantes de 150 anos atrás, que conseguiu re-visitar a terra natal e num périplo pelas principais cidades alemãs descreve, dia a dia sua aventura pelas terras da Deutschland.


Obrigado pelo interêsse em divulgar tal obra.

Um fraterno abraço.

Por Vicente de Paulo Clemente (Clemens)